
Setup
Antes de usar o novo Windows 7 li várias reviews e vi alguns vídeos, o da apresentação na CES inclusivé. Decidi meter mãos à obra. Peguei num disco 2.5" de portátil, SATA 5400 rpm, liguei-o ao desktop e criei uma partição de 50 GB. Segundo li, 5 GB são suficientes mas convém deixar uma margem para alguns programas a testar. Como tinha espaço para gastar foram os 50 GB. Criada a partição, gravado o ISO num DVD e anotada a serial-number fornecida pela MS meti o DVD no leitor e meti o cronómetro a contar. A instalação não podia ser mais simples. Depois de escolhido o disco (ou partição do disco) onde queria instalar o Windows 7, tudo a seguir foi automatico. Em poucos minutos estava a inserir o meu username e password. Depois de um último restart, rapidamente estava no Windows. Passaram-se 20 minutos. De notar que o disco em questão dá apenas 5400 rpm. Num sistema com discos 7200 rpm com raid0 ou mesmo 10K rpm velociraptors, a instalação deve ficar concluída em 15 minutos mais ou menos. Portanto, logo de início vemos um sistema com uma instalação relativamente rápida e com quase tudo a funcionar.

Tive um overall score de 3.9 porque tanto o Windows Vista como o Windows 7 dão o resultado por baixo (menor valor), neste caso por causa do disco.

Primeiras impressões
O Aero vinha activo de início. A resolução nativa do monitor vinha activa (1680x1050: 22"). Não tinha a placa de rede da motherboard instalada de origem mas uma simples ida ao site da ASUS (ou através do CD) resolveu o problema. Usei as drivers para o Vista 32. Segundo li, o Windows 7 é retro compatível com o Windows Vista em termos de software e drivers (excepto raras excepções). Aproveitei e meti o Avast também. Tudo certinho. Instalei as drivers da 4870. A ATI lançou umas beta próprias para o Windows 7.
Mudanças e novas features
Algo que salta à vista logo de início é a nova "superbar". Uma barra de tarefas que tanto é taskbar como dock (à la Mac OS X). O utilizador arrasta para a barra os icons dos programas que mais utiliza. Em qualquer instante, se o programa estiver aberto, o icon terá um rectângulo à volta. Se o programa tiver várias janelas abertas (mais do que 1) terá 1 rectângulo com uma espécie de aba. Quando se abre um programa que não está "pinned" na barra, este funciona como nos Windows antigos.
Como no Windows Vista, quando o ambiente Aero está activo, quando passamos o rato por cima dos icons dos programas abertos, abre-se um preview thumbnail. No Windows 7 a MS foi mais longe. Agora, se existirem várias janelas da mesma aplicação abertas (ou tabs no IE, por ex.) são agrupadas thumbnails (quando ultrapassam um número X, voltam a modo de lista vertical como no XP). Agora é também possível passar o rato por cima de cada thumbnail e o Windows mete visível a janela relativa e mete todas as outras transparentes.

Chamam-lhe Aero Peek e é usado noutra funcionalidade: no canto inferior direito, existe um botão que ao passar-se o rato por cima, mete todas as janelas transparentes, mostrando o desktop e ao carregar funciona como o "Show desktop" dos Windows anteriores, vai para o desktop.
Existe ainda outra funcionalidade interessante chamada Aero Shake: ao agarrarmos no topo de uma janela (sem largar), se agitarmos, todas as janelas excepto a que estamos a agarrar, são minimizadas e se voltarmos a fazer o mesmo, as janelas voltam às posições onde estavam.

Uma funcionalidade que acho que devia existir há muitos Windows atrás é a seguinte: suponhamos que queremos ter dois documentos lado a lado (duas janelas) para podermos comparar rapidamente sem ter que andar com trocas e alt+tab. Agora, basta pegar no topo de uma janela e arrastá-la para um dos lados e aparece um preview transparente de onde a janela vai ficar quando largarmos. Ao arrastarmos para a direita, aparece um rectângulo desde o centro até à direita e ao largarmos a janela fica com essa dimensão. O mesmo se sucede para a esquerda. É muito prático e é algo de uma interface de um sistema operativo com gestor de janelas que devia existir há muitas versões atrás. Também é possível arrastar a janela para o topo e ela maximiza ou para baixo e fica com o tamanho anterior. As imagens seguintes demonstram:





Para substituir e limpar o "tray", a zona da direita da taskbar (notification area), a MS acrescentou, de origem, uma seta para cima onde incluem todos os novos icons que antigamente iam para aquela zona do tray. É possível definir-se quais os que se quer sempre visíveis, os restantes vão para a nova janelinha.


Como no Linux (Gnome e KDE), existe agora uma aplicação para ter notas (post-it) no desktop. Para além disso, existe um Gadget Desktop Manager que permite adicionar uma data de gadgets no desktop como no Mac OS X com o Dashboard e no KDE com os widgets. No entanto estes estão sempre visíveis no desktop e podem ficar com alguma transparência.

Conclusões
Não tive muito tempo a testar tudo e mais alguma coisa mas para uma primeira fase, notei que, para uma versão beta, o Windows 7 está muito sólido e consistente. A única "falha" que notei foi no CCC (Catalyst Control Center) da ATI que ao abrir e aparece na barra, aparecia em dois icons separados. Tentei adicioná-lo à barra ("pin") para ficar lá como favorito e depois abri-lo e mesmo assim ele abre em dois sítios embora tenha só uma janela.

Corri alguns jogos e testes de benchmark e tudo é igual ao Windows Vista. A performance é relativamente igual. O SO em si parece-me mais leve. E mesmo a carregar de boot não é lento, não esquecendo que foi feito através de um disco 2.5" de apenas 5400 rpm. Gostei bastante das melhorias da interface e da fluidez de tudo. Ficam as restantes imagens.
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