mWmdev :: reviews ::creating and developing http://mwmdev.com pt Metisse - mandriva linux Há uns anos usei o Mandrake Linux. Mais uma distribuição. Na verdade foi a primeira que experimentei, mesmo ante do Red Hat. De facto o Mandrake acabou e surgiu o Mandriva. E associado a ele, surgiu uma aplicação que tem uso exclusivo nele, e que se chama Metisse. Metisse é um window manager capaz de criar o desktop virtualmente acessível. Isto é, tem a capacidade de produzir efeitos no ambiente gráfico de modo a ajudar a visualizar o conteúdo presente no ecrã. Por exemplo, já deve ter acontecido, com certeza, quererem pôr em paralelo duas janelas para conseguirem ter acesso visual, ao mesmo tempo, a ambas. Por exemplo, estão a elaborar um texto sobre um tema qualquer e ao mesmo tempo têm o browser de internet aberto numa certa página para recolher informação sobre esse tema. Acontece que nos monitores mais pequenos, isso fica um bocado complicado. Existem as opções de Tile windows vertically/horizontally mas fica tudo muito pequeno. Então aparece o Metisse que, de entre outros efeitos e opções, põe em paralelo, duas janelas do ambiente gráfico dando uma noção de perspectiva e profundidade às janelas, para que se possa visualizar o conteúdo em simultâneo.<br /> <br /> Mas não existe só este efeito de perspectiva com janelas. O Metisse vem ainda com um copy paste a dois clicks. Não cheguei a perceber se são só de selecção mais paste ou se tinha mais comandos envolvidos mas é bastante interessante. Outra feature muito interessante e útil é a de poder ter uma janela e a sua cópia duplicada reflectida. Por exemplo, estamos numa mesa a falar com alguém que está de frente para nós e pegamos no nosso PC e queremos mostrar uma fotografia ou um site ou qualquer conteúdo de um janela presente no ambiente gráfico. Simplesmente utilizamos esta característica do Metisse e automaticamente, a janela é reflectida para a outra pessoa ver como nós a vemos. E ainda todo o conteúdo e todas as interacções que façamos do nosso lado, acontecem do outro lado, desde scroll, resize, move, etc.<br /> <br /> E ainda não se fica por aqui. O Metisse apresenta um modo gráfico de gerirmos os ambientes. Em Linux é possível termos mais do que um desktop. E com o Metisse, a coisa torna-se mais interessante uma vez que podemos ter um live preview de tudo o que se encontra aberto em todos os desktops e ainda arrastar janelas de um lado para o outro.<br /> <br /> Com o aparecimento do 3D cube, com as parecerias e os projectos do XGL, do AIGLX, do Compiz e do Beryl, o ambiente gráfico no Linux já não é o que era. Tem tão ou mais funcionalidades e potencialidades do que um MAC OS X ou que um Windows Vista. No entanto, e como o próprio lema do Metisse diz: “This is not a 3D desktop.“. Por isso não pesa tanto, embora tenha imensas funcionalidades gráficas o que torna a interacção com as aplicações e o trabalho dos utilizadores mais rápido e eficiente. Para verem o resto das funcionalidades arranjei uns vídeos com as demonstrações de alguns dos aspectos aqui mencionados. GMT http://mwmdev.com/viewpost.php?id=20 PSP - playstation portable Comprei há pouco tempo este brinquedo. Custou-me precisamente 199.99€. Penso que foram, quase, 200€ bem empregues. Na altura da compra estava indeciso entre ele e o iPod Nano 2Gb.<br /> Ganhou a PSP e não me arrependo nada. Tem a possibilidade de tocar videos e música, ver fotografias, jogar e aceder à internet via wireless.<br /> Tem um formato de leitura de videos como o DVD: o UMD [Universal Media Disc]. Com o aparecimento do Memory Stick Pro Duo, é possível ter até 4Gb num cartão dentro da PSP. Eu comprei o de 1Gb e tenho me safado bem. Tem várias compatibilidades de codecs quer no som, quer no video, quer na imagem:<br /> Audio: MP3, ATRAC3, WMA, AAC, WAV, MP4 [AAC, 3GP];<br /> Video: MPEG-4 [MPEG-4 Part 2, MPEG-4 Part 10 (H.264/AVC)], SWF [Adobe Systems Flash];<br /> Imagem: JPEG, GIF, BMP, TIF, PNG;<br /> Parece que está previsto sair para o mercado uma câmera e um GPS como acessórios para a PSP, anunciados na E3 2006. Vão dar jeito! GMT http://mwmdev.com/viewpost.php?id=22 Windows Vista - rc1 Descarreguei ontem à noite o Windows Vista RC1 [Release Candidate 1]. Como estou no IST, tenho algumas regalias como estudante e como tal, existe um acordo entre o IST e a Microsoft: MSDNAA [MSDN Academic Alliance]. Através deste acordo, tenho acesso à maior parte do software produzido pela Microsfot, desde o Windows a .NET e Visual Studio, entre outros. Devido a estar registado na MSDNAA, recebo mensalmente a newsletter da Technews da Microsoft, e lá vinha, há uns tempos, a opção de descarregar a versão beta da próxima geração do sistema operativo da Microsoft, o Windows Vista. Com ela vinha anexada a product key que ser-me-ia pedida a quando da instalação. Decidi instalar. Após descarregar o ficheiro *.iso de 2.7Gb, gravei-o, como imagem, num DVD-R. Após a gravação, corri o DVD e comecei a instalação. Fui, desde logo, advertido de que poderia haver software que não funcionaria bem no Vista. Desinstalei as tas aplicações e prossegui. Pediram-me a product key e depois de a inserir tive a oportunidade de escolher entre dois modos, upgrade e fresh install. Escolhi a opção upgrade porque não queria perder todos os programas e jogos que tenho actualmente instalados. Após esta fase de recolha de informação sobre o sistema, começou a instalação. Após 45 minutos de instalação e alguns reboots, estava, finalmente, no Windows Vista. Num aspecto geral é um ambiente muito mais bonito que o do Windows XP, embora este tenha tido uma grande evolução perante o Windows 98 SE. O Windows Vista vem com o Windows Explorer renovado e com um aspecto gráfico conhecido como Aero Glass, que dispões de alguns efeitos no movimento das janelas e a transparência nas mesmas. Tenho uma ATI x700 Pro 128Mb e está tudo muito fluido. Existe, como sempre, a opção de escolher o theme original do Windows para os PCs que não suportem o ambiente gráfico Aero Glass. Posto isto, reparei que tinha automaticamente sido configurada a minha ligação à Internet via wireless. Parecia estar tudo a funcionar. Corri uma série de aplicações que vêm com o Vista como o Windows Calendar, Windows Photo Gallery, Windows Mail, Windows Media Player, entre muitos outros e tudo estava a funcionar. Logo a seguir experimentei correr aplicações que já estavam instaladas previamente à instalação, como o Adobe Photoshop e o 3D Studio Max. Ambos arrancaram na perfeição embora o 3D Studio Max tinha alguns problemas com as views. Passando aos jogos, corri o Live For Speed [LFS], que no Windows corre a cerca de 100fps [frames por segundo], com os gráficos no máximo, resolução máxima e com o maior número de carros em pista possível, e deu-se bastante bem até, obtendo 87fps. Talvez o Windows Vista venha a funcionar melhor com os novos computadores que saírem com a versão final, com os processadores Dual Core Duo e com a nova geração de placas gráficas ATI e NVIDIA. No geral gostei bastante das funcionalidades do Windows Vista, mas ainda deixa muito a desejar em termos de desempenho. Para além disto, o Windows Explorer deixava de funcionar e reiniciava-se sozinho. Não cheguei a perceber bem o que o levava a crashar mas quando abria algumas janelas e as arrastava de um lado para o outro, parecia que ficava sobrecarregado e tinha de reiniciar. Ficam aqui alguns screenshots que tirei. Já agora, estou neste momento a criar este artigo no Windows Vista. GMT http://mwmdev.com/viewpost.php?id=21 Operating System - chose Embora já mexa em PCs há quase 10 anos, a grande parte do tempo foi a usar Microsoft [MS] Windows, ou DOS, no início. Começando com um 486, não havia muito sistema operativo para escolher. Ao avançar para um Pentium 166MHz, alguém lá instalou o Windows 95 [possivelmente o meu pai]. Passava lá algum tempo, mas como não tinha muito mais coisas para fazer se não escrever no wordpad e jogar solitário, rapidamente me fartava. Comecei a apanhar o esquema do funcionamento do Windows [e dos seus belos bugs] e rapidamente surgiu o Windows 98. Tinha agora um Pentium III 800MHz. E vejam o salto! De 166MHz para 800MHz, era uma grande diferença. Para além deste avanço em velocidade de relógio no CPU, passei de uns meros 2Gb de disco para 6Gb [actualmente a minha pen USB tem esta capacidade]. Já jogava alguns clássicos, como GP2/3, FIFA 99'/2000 entre outros jogos. E em 1998, surgiu algo que fez toda a diferença: Internet. Aderi à Netcabo em 1998 com uma ligação de 640kbps/128kbps.<br /> <br /> A partir desse momento, evoluí em termos do mundo informático. Tinha acesso a tudo e mais alguma coisa. Estava ligado ao mundo, por assim dizer. Comecei a ler muito online [detestava ler até então] e a aprender milhares de coisas sobre milhares de temas. Comecei a aperceber-me que não existia só Windows e que lá fora havia pessoas com MAC e com Linux. O primeiro que experimentei foi o Linux, com a distribuição Red Hat [não me lembro da versão, actual Fedora]. Depois cheguei a instalar Mandrake [actual Mandriva] e actualmente utilizo Ubuntu, embora já tenha usado, também, SUSE da NOVELL.<br /> <br /> Continuando a história, pouco tempo depois surgiu o Windows XP. No Pentium III 800MHz já não corria assim tão bem, e por isso, mal o instalei, desinstalei-o e voltei para o Windows 98 [desta vez para o SE - Second Edition]. Tinha ultrapassado o Windows ME porque era um sistema operativo cheio de bugs. Sentindo a necessidade de evoluir, recebi, num natal, um Pentium 4 a 2.4 GHz. Havia superado e dobrado a barreira dos 1000MHz! Funcionava, então, a 2400MHz.<br /> Após esta evolução, instalei definitivamente o Windows XP [ainda utilizo] e foi um grande salto porque o XP trazia muita qualidade enquanto software e tinha muitas vantagens para o hardware: tudo era instalado automaticamente [não eram precisas drivers, praticamente].<br /> <br /> Entretanto ingressei no IST, no pólo do Tagus Park. Nessa altura arranjei um portátil. Um Pentium M a 2.0 GHz com 1Gb de ram. No ISTagus, têm salas com Suns, MACs, Windows e Linux. Comecei por experimentar os Suns, e nunca me convenceram muito, simplesmente porque havia cerca de 8 terminais ligados a um servidor, mas que, este, simplesmente não aguentava tanto processamento. Por isso, nunca consegui explorar o SO da Sun.<br /> <br /> Depois, passei para os MAC. Cerca de 10 computadores PowerPC com o seu monitor e o MAC OS X. Simplesmente mais eficaz na gestão de recursos do sistema do que o Windows, e uma organização e qualidade de software, também bastante superior. Comecei a ligar mais aos MAC e ainda há-de vir o dia em que compro um [it just works].<br /> <br /> Cerca de um ano depois, surgiu o WIndows Vista. E tal como quando surgiu o XP, o meu Pentium III a 800MHz, não suportava muito bem e até ficava lento. Com o Vista, experimentei-o no portátil, o Pentium M a 2.0 Ghz com 1Gb de ram, e apesar de correr e funcionar razoavelmente bem e estável, notava-se que puxava muito pelo processador e aquecia bem mais do que no XP. Rapidamente mudei de novo para o XP. Como em tudo, os SOs tendem a evoluir e a puxar pelos processadores e pelo resto do hardware. Como sempre fui um homem da MS, hei-de vir a comprar uma nova máquina que aguente o Windows Vista, mas como aconteceu na transição do Windows 98 SE para o XP, assim acontecerá com a transição do XP para o Vista.<br /> <br /> Contudo, hoje em dia tenho instalado, no portátil, um sistema com dual boot em que de um lado tenho o Windows XP Pro SP2 e do outro, o Ubuntu 7.04 Feisty Fawn. Este último é uma famosa e recente distribuição de Linux que conseguiu passar à frente de muitas outras conhecidas como a do Mandriva, Fedora, Debian e mesmo do SUSE. Embora estes ainda sejam usados por muita gente, a percentagem de utilizadores a utilizar Ubuntu é francamente superior. Actualmente existem 4 grandes tipos de SO: Windows, MAC OS, Sun e Linux. Neste último, como é um sistema operativo opensouce, ou seja, aberto ao público para trabalhar nele e de graça, existem as chamadas distribuições de Linux. Actualmente existem centenas delas. E no top das mais conhecidas e usadas está, então, o Ubuntu. É um sistema free [grátis e livre] que oferece praticamente a mesma qualidade de software que é possível encontrar no Windows. E a grande vantagem é que todo o seu software pode ser partilhado, encontrado e descarregado de graça.<br /> <br /> O grande problema na escolha de um sistema operativo, prende-se com a relação qualidade/preço que ele oferece. Se compararmos um Windows VIsta com um MAC OS X Leopard, o Vista perde claramente para o Leopard, mas em contrapartida, o Vista tem uma história de todas as versões de Windows atrás de si, que lhe proporcionaram milhões de utilizadores e software feito apenas para ele. Com esta grande "massa associativa", é possível que a MS ainda venha a ter muita gente a utilizar o Vista. GMT http://mwmdev.com/viewpost.php?id=18 Wacom Volito 2 - Draw Há já algum tempo que trabalho em 3D, nomeadamente a desenhar carros. Quando se modela um carro em 3D, normalmente dá jeito ter uma "ferramenta" que se chama blueprints. As blueprints, não são mais do que plantas com as vistas ortogonais de um objecto, projectado num plano. Ou seja, a vista frontal, traseira, de topo, e de lado. Muitas vezes é difícil arranjar as 4 mas em todo o caso as que se tiver já ajudam. Com as blueprints mais algumas fotografias em perspectiva, auxiliares, do que se está a desenhar, consegue-se um modelo bastante fiel do objecto original. Devido ao facto de estar dependente das blueprints de um carro, por exemplo, para poder criar o seu modelo, decidi arranjar a ferramenta que faltava. Ora as blueprints são imagens 2D. Para se desenhar com um rato, ou se tem muito jeito, ou se demora horas por se terem de fazer constantes correcções ao desenho. Foi então que surgiram as pens com os tablets. Usando um tablet como leitura da caneta digital, consegue-se digitalizar o traçado com mais rigor e ainda com diferentes níveis de pressão. E com software apropriado, até se consegue diferentes tipos de traço: caneta [diferentes tamanhos], pincel, etc. E portanto, agora arranjo a fotografia real de um carro que queira desenhar, desenho um simples sketch por cima, e usando vectores, crio as principais linhas do carro, ainda em perspectiva, que depois consigo manipular para criar as vistas ortogonais que, por sua vez, geram as blueprints pretendidas.<br /> <br /> Outra grande vantagem deste tablet é que consigo criar outro tipo de carros mais custom. Posso pegar nas linhas de um carro e modificá-las ao meu gosto com a caneta e depois, usando, de novo, os vectores, crio o desenho à minha maneira, e finalmente o novo modelo 3D.<br /> <br /> O que comprei é da Wacom. Existem vários modelos e pelo que li, a Wacom tem já algum prestígio na área dos tablets. O que comprei tem um tamanho pequeno. Vem em formato A6 [4 vezes mais pequeno que uma folha A4]. Contudo, dá perfeitamente para fazer alguns desenhos. Ainda há outros tipos de tablets, que têm um suporte transparente e que se encaixam no próprio monitor e assim desenhamos mesmo em cima do desenho que estamos a ver. Isto não acontece no meu Wacom Volito 2 porque eu desenho a olhar para o monitor, mas no entanto a caneta está a desenhar noutra superfície em baixo. Mas é uma questão de hábito. Ninguém usa o rato a olhar constantemente para ele [objecto] para ver se está com o cursor a apontar para o sítio certo e na zona certa da mesa. Chega a ser absurdo pensar assim. No entanto, para desenhar-mos e para escrever-mos com canetas, estamos habituados a olhar para a caneta e para o desenho em simultâneo porque a caneta está a escrever no papel e nós estamos a olhar para o papel. Com este tablet, isso não acontece, escrevemos no tablet [como se fosse com um rato, mas com precisão de caneta] e olhamos para o ecrã.<br /> <br /> Tenho aqui alguns desenhos que estive a trabalhar. Alguns foram passados por cima de imagens de carros e outros foram feitos do zero. Ainda incluí alguns desenhos vectoriais finais também usando a caneta digital, embora estes sejam fáceis de criar com o rato porque apenas envolve mexer em linhas fixas.<br /> <br /> Quando as fotografias estiverem online aviso. GMT http://mwmdev.com/viewpost.php?id=4